GEOGRAFIA COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS

 

INTRODUÇÃO

A elaboração do documento das competências essenciais da Geografia baseou-se nos currículos do Estudo do Meio, História e Geografia de Portugal e Geografia em vigor, respectivamente, nos 1º, 2º e 3º Ciclos da Educação Básica.
No presente documento evidenciam-se as Competências Geográficas a desenvolver ao longo de cada Ciclo do Ensino Básico, partindo dos programas e do plano de organização do ensino-aprendizagem, enunciadas para as disciplinas atrás referidas.(Esquema I)

A formulação das competências essenciais em Geografia teve em conta uma perspectiva integradora de atitudes, capacidades e conhecimentos que os alunos devem desenvolver através da educação geográfica.

A Geografia procura responder às questões que o Homem levanta sobre o Meio Físico e Humano, utilizando diferentes escalas de análise. Desenvolve o conhecimento dos lugares, das regiões e do Mundo, bem como a compreensão dos mapas e um conjunto de destrezas de investigação e resolução de problemas, tanto dentro como fora da sala de aula. É uma disciplina de charneira entre as ciências naturais e sociais. Através do seu estudo, os alunos estabelecem contacto com diferentes sociedades e culturas num contexto espacial, ajudando-os a perceber de que forma os espaços se relacionam entre si.

O cidadão geograficamente competente é aquele que possui o domínio das destrezas espaciais e que o demonstra ao ser capaz de visualizar espacialmente os factos, relacionando-os entre si, de descrever correctamente o meio em que vive ou trabalha, de elaborar um mapa mental desse meio, de utilizar mapas de escalas diversas, de compreender padrões espaciais e compará-los uns com os outros, de se orientar à superfície terrestre. "As competências geográficas específicas estão relacionadas com a elaboração, utilização e interpretação de mapas. Além destas, com a interpretação de fotografias e a representação gráfica de dados estatísticos"(Bailey, 1997, pág.18).

Além destas destrezas espaciais é também aquele que é capaz de interpretar e analisar criticamente a informação geográfica e entender a relação entre identidade territorial, cultural, património e individualidade regional.

 

COMPETÊNCIAS GEOGRÁFICAS ESSENCIAIS NO FINAL
DO ENSINO BÁSICO

O ensino da Geografia deve desenvolver competências ligadas à pesquisa: a observação, o registo, o tratamento da informação, o levantamento de hipóteses, a formulação de conclusões, a apresentação de resultados. É a partir do trabalho de campo e do trabalho de grupo que é possível promover a discussão de ideias, a produção de conclusões e a utilização das destrezas geográficas.

Através da educação Geográfica os alunos aprendem a aplicar os conceitos de localização/lugar, ambiente, região, interacção e movimento. Ao integrar as diferentes características de um lugar, a Geografia desenvolve o processo de conhecimento do Mundo.

O conhecimento do Mundo é fundamental para desenvolver a percepção de que todos os grupos humanos são interdependentes dado partilharem um sistema ambiental comum. As acções realizadas por um grupo num determinado lugar/região afectam o ambiente e as populações de lugares longínquos. Assim, agruparam-se as competências em três domínios:

·        A Localização;

·        O Conhecimento dos lugares e regiões;

·        O Dinamismo das inter-relações entre espaços.

A aprendizagem da Geografia, ao longo da escolaridade básica, deve permitir aos jovens, no seu final, a apropriação de um conjunto de competências que os tornem cidadãos geograficamente competentes:

·        O desenvolvimento da aptidão para pensar geograficamente, isto é, integrar num contexto espacial os vários elementos do lugar, região, Mundo.

·        A curiosidade por descobrir e conhecer territórios e paisagens diversas valorizando a sua diversidade como uma riqueza natural e cultural que é preciso preservar.

·        A compreensão de conceitos geográficos para descrever a localização, a distribuição e a inter-relação entre espaços.

·        O desenvolvimento de processos de pesquisa, organização, análise, tratamento, apresentação e comunicação da informação relativa a problemas geográficos.

·        A utilização correcta do vocabulário geográfico para explicar os padrões de distribuição dos fenómenos geográficos, as suas alterações e inter-relações.

·        A utilização correcta das técnicas gráficas e cartográficas de representação espacial para compreender e explicar a distribuição dos fenómenos geográficos.

·        A análise de problemas concretos do Mundo para reflectir sobre possíveis soluções.

·        O reconhecimento da diferenciação entre os espaços geográficos como resultado de uma interacção entre o Homem e o Ambiente.

·        O reconhecimento da desigual repartição dos recursos pela população mundial e a solidariedade com os que sofrem de escassez desses recursos.

·        A consciencialização dos problemas provocados pela intervenção do Homem no Ambiente e a predisposição favorável para a sua conservação e defesa.

·        A predisposição para estar informado geograficamente e ter uma atitude crítica face à informação veiculada pelos meios de comunicação.

·        A reflexão sobre a sua experiência individual e a sua percepção da realidade para compreender a relatividade do conhecimento geográfico do Mundo real.

·        A relativização da importância do lugar onde vive o indivíduo em relação ao Mundo para desenvolver a consciência de cidadão do Mundo.

 

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM EM GEOGRAFIA

Estas competências são desenvolvidas ao longo dos três Ciclos da escolaridade básica utilizando os temas/conteúdos propostos nos programas, através das "situações de aprendizagem" sugeridas, que os docentes poderão organizar da forma que considerarem mais adequada aos contextos da sua escola/turma.

Recomenda-se que seja dada aos alunos a oportunidade de realizarem trabalhos de grupo, trabalhos de pares, simulações, actividades de pesquisa, trabalho de campo ou visitas de estudo (uma pelo menos), em que possam ser realizadas diversas actividades complementadas por trabalho na aula.

Ao construírem mapas temáticos, os alunos deverão fazê-lo recorrendo a legendas previamente fornecidas pelo professor. Ao longo do Ensino Básico deve ser dada oportunidade aos alunos de estabelecerem classes a partir de uma série de dados e organizarem as respectivas legendas.

Ao longo do Ensino Básico, os alunos deverão utilizar mapas de escalas diferentes de Portugal (1:1000; 1:5000; 1:10000; 1:25000; 1:50000 e outras), da Europa, do Mundo e ortofotomapas, a fim de desenvolverem o conceito de escala, pela observação do mesmo espaço representado em imagens com dimensões diferentes.

No estudo de casos concretos, devem ser utilizados países de regiões muito diferentes, de modo a promover o conhecimento de outros povos e de outras culturas, fazendo sempre a comparação com o meio local e nacional onde o aluno vive.

 

TEMAS ORGANIZADORES

Apesar da Geografia fazer parte do currículo do Ensino Básico, só no 3º Ciclo aparece como disciplina autónoma. Nos 1º e 2º Ciclos aparece integrada respectivamente no Estudo do Meio e na História e Geografia de Portugal. As competências geográficas essenciais começam a ser desenvolvidas a partir do 1º Ano, do 1ºCiclo do Ensino Básico.

As competências geográficas essenciais relacionadas com a observação e localização de lugares à superfície terrestre, bem como outras relacionadas com a localização de lugares, formas de relevo, países e continentes em globos e mapas são desenvolvidas nos 1º e 2º Ciclos. Mas, a Literacia Geográfica não se pode limitar à memorização e localização de factos geográficos isolados. Saber localizar os fenómenos à superfície terrestre é o primeiro passo para adquirir a literacia geográfica. É preciso saber e compreender porque e porquê se localizam os fenómenos à superfície terrestre – Saber Pensar o Espaço através do desenvolvimento de uma consciência espacial para actuar sobre o Meio.

 

1º CICLO - O ESTUDO DO MEIO

A abordagem Geográfica do Estudo do Meio integra vários temas numa grande área denominada À Descoberta do Ambiente Geográfico. De acordo com o que é proposto no programa do 1º Ciclo, a finalidade desta área é introduzir o estudo do ambiente onde vivem os homens, descrevendo e explicando as inter-relações entre os fenómenos geográficos (naturais e humanos) em diferentes lugares ou regiões.

A construção de conceitos é um processo dependente da natureza, extensão e qualidade da experiência dos alunos. A qualidade da experiência vivida é fundamental para a aprendizagem e a compreensão do Ambiente Geográfico. Atitudes ligadas à investigação, como o hábito de observar, questionar, procurar informação, registar, comunicar e trocar ideias e informação, vão ser fundamentais para as etapas seguintes da aprendizagem dos alunos. A partir da construção de ideias é possível agir de forma mais focada na acção, permitindo alterar o ambiente. O modo como os alunos se vão consciencializar do meio envolvente vai, pois, ter um papel fundamental na qualidade do próprio meio.

Assim, é desejável que as actividades de aprendizagem privilegiem a observação directa da realidade. Mas, dado que a maioria das actividades de aprendizagem se desenvolvem na sala de aula, devem ser utilizados recursos que permitam uma observação indirecta tanto mais próxima da realidade quanto possível – fotografias, filmes, CD-Roms, mapas e diagramas.

As competências essenciais da Geografia para este Ciclo são definidas relativamente a uma grande área – À DESCOBERTA DO AMBIENTE GEOGRÁFICO - tendo em conta os diversos temas enunciados no programa.

 

Competências Essenciais no Final do Ciclo

A Localização

SER CAPAZ DE :

  • Comparar representações diversas da Terra, utilizando imagens de satélite, fotografias aéreas, globos e mapas.
  • Ler mapas, utilizando a legenda, para comparar a localização, configuração, dimensão e limites de diferentes espaços na superfície terrestre (Portugal, Península Ibérica, continentes e oceanos).
  • Localizar o lugar onde vive, outros lugares, Portugal, continentes e oceanos, completando mapas.
  • Descrever a localização relativa dos elementos naturais e humanos da paisagem, utilizando a posição do observador como elemento de referência.
  • Localizar os elementos físicos e humanos da paisagem, utilizando os rumos da rosa-dos-ventos (N; S; E; O).

O Conhecimento dos Lugares e Regiões

SER CAPAZ DE :

  • Utilizar o vocabulário geográfico, em descrições escritas e orais de lugares e regiões.
  • Formular questões geográficas simples (ex. Onde se localiza? Como se distribui? Porque se localiza ou distribui deste modo? Sempre se localizaram ou distribuíram do mesmo modo?) para conhecer e compreender o lugar onde vive.
  • Recolher informação sobre o território português, europeu e mundial, utilizando programas de televisão, filmes vídeo, CD-Roms, Internet, enciclopédias, livros e fotografias.
  • Utilizar formas variadas de comunicação escrita, oral e gráfica (ex. textos, desenhos, colagens, maquetes simples e mapas) para apresentar a informação geográfica recolhida.
  • Reconhecer os aspectos naturais e humanos do meio, recorrendo à observação directa e à realização de actividades práticas e trabalho de campo no meio envolvente à escola.
  • Entender semelhanças e diferenças entre lugares, observando diversas formas de ocupação e uso da superfície terrestre.

O Dinamismo das Inter-relações entre Espaços

SER CAPAZ DE:

  • Entender como as pessoas podem actuar face às características físicas do território, utilizando histórias reais ou imaginárias, relatos orais de viagens apoiados por fotografias ou filmes, entrevistas com familiares e/ou elementos da comunidade.
  • Entender o modo como os movimentos de pessoas, bens, serviços e ideias entre diferentes territórios têm implicações importantes para as áreas de partida e de chegada, realizando entrevistas e/ou conversando sobre histórias, filmes e fotografias.
  • Expressar opiniões sobre características positivas e negativas do meio, sugerindo acções concretas e viáveis que contribuam para melhorar e tornar mais atractivo o ambiente onde os alunos vivem.
  • Desenvolver o sentido de pertença e responsabilidade em relação à área de residência, participando em actividades de trabalho de campo na localidade da escola, contactando entidades públicas e associativas de nível local.

Contexto de Aprendizagem

O Ambiente Geográfico resulta da interacção entre o meio físico e a sociedade e reflecte influências provenientes de áreas mais ou menos distantes. A sua descoberta faz-se através do contacto directo com o meio envolvente, da realização de pequenas investigações e experiências reais, na escola e na comunidade.
O estudo do Ambiente Geográfico abrange fenómenos humanos (população, movimentos da população, actividades económicas,...) e naturais (clima, solos, cursos de água, ...), urbanos e rurais. Estudar o meio local, no qual os alunos podem trabalhar directamente, ajuda à consciencialização dos fenómenos com expressão ou impacte na área envolvente.
O Meio Geográfico em que o aluno vive alarga-se, no entanto, a espaços cada vez mais extensos (região, país, continente, Mundo) que podem ser estudados a diferentes escalas e recorrendo a fontes de informação muito diversificadas.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Mundial

Situações de Aprendizagem ao Longo do Ciclo

Formular um conjunto de questões/temas sobre o Ambiente Geográfico da área da escola.

   - Onde se localizam os elementos da paisagem que observamos?
   - Como se distribuem as casas, as ruas, as árvores,... na área da escola?
   - Porque se distribuem deste modo?

  • Desenhar um esboço da paisagem observada para registar os elementos observados.
  • Realizar visitas de estudo na área da escola para observar e identificar elementos naturais (formas de relevo, rochas, cursos de água, estados de tempo,...) e humanos (casas, lojas, indústrias, vias de comunicação, campos de cultura,...).
  • Construir cartazes utilizando fotografias/desenhos para descrever a forma como o solo e os edifícios são utilizados na área da escola.
  • Realizar actividades em grupo para registar e organizar a informação recolhida no meio local e regional.
  • Fazer um esboço da planta da escola e da casa, reconhecendo e identificando as funções de cada um dos espaços.
  • Descrever verbalmente de uma forma clara o caminho casa–escola, identificando elementos naturais e humanos da paisagem.
  • Realizar jogos de orientação para seguir direcções, utilizando os termos para cima, para baixo, atrás, à frente, perto, longe, à esquerda, à direita, norte, sul, este e oeste.
  • Construir maquetas simples do meio envolvente à escola, representando elementos humanos (casas, estradas, jardins,..) e elementos naturais (rios, elevações, vales, praias,...)
  • Descobrir e localizar lugares conhecidos (ruas, cruzamentos, lojas, a escola, paragem de autocarro...) num mapa da área da escola.
  • Construir mapas e plantas de lugares reais ou imaginários, utilizando figuras e símbolos para ilustrar lugares descritos em histórias ou o trajecto casa - escola.
  • Utilizar a bússola para identificar direcções em itinerários simples no espaço envolvente à escola.
  • Fazer jogos de orientação no páteo da escola e/ou durante uma saída de campo, utilizando a bússola e as posições do Sol no horizonte.
  • Construir um relógio de Sol no páteo da escola e localizar os diferentes espaços da escola em relação aos pontos cardeais.
  • Explorar o meio para identificar factos geográficos como, por ex., vale, colina, montanha, planície, planalto, praia, arriba, cabo, ilha, península, rio, margem, ribeira, lagoa,...cidade, vila, aldeia, bairro, largo, rua, loja, mercado, centro comercial, fábrica, porto marítimo/fluvial, estrada, auto-estrada, caminho de ferro, aeroporto, campo de cultura, floresta,...
  • Construir uma planta funcional simples (utilizar cores/símbolos/desenhos) da área da escola para identificar diferentes espaços e reconhecer as suas funções.
  • Utilizar mapas de várias escalas para localizar a escola, a casa, o lugar (aldeia/bairro), a freguesia, o concelho, em relação à região do país onde vive.
  • Utilizar mapas de várias escalas para localizar Portugal na Península Ibérica, na Europa e no Mundo.
  • Localizar acidentes geográficos num mapa da área da escola, de Portugal, da Europa e do Mundo, utilizando a legenda.
  • Localizar elementos humanos num mapa da área da escola, de Portugal, da Europa e do Mundo, utilizando as cores e/ou símbolos da legenda..
  • Completar planisférios utilizando cores para localizar diferentes espaços no Mundo (continentes, oceanos, Mar Mediterrâneo, Península Ibérica).
  • Construir cartazes com fotografias/desenhos/mapas/... que ilustrem diferentes espaços do Mundo (continentes, países, regiões, cidades).
  • Construir uma estação meteorológica no jardim da escola para medir e registar os valores respeitantes aos elementos que caracterizam os estados do tempo.
  • Medir a temperatura do ar, de manhã e à tarde e registar os valores observados num cartaz.
  • Observar diariamente o tempo que faz (temperatura, vento, nebulosidade, chuva,...) e registar as observações num cartaz da sala (utilizar símbolos, desenhos, cores,...)
  • Utilizar as TIC para fazer balanços semanais e mensais do estado de tempo atmosférico.
  • Utilizar os balanços semanais e mensais do estado de tempo para os relacionar com a forma como as pessoas vivem na comunidade.
  • Utilizar as TIC para comunicar com outras escolas, noutras regiões, para comparar as características dos ambientes geográficos da área das escolas.

 

2º CICLO - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL

 O programa de História e Geografia de Portugal integra-se na área de Línguas e Estudos Sociais, do 2º Ciclo do Ensino Básico. De acordo com A Organização Curricular e Programas, Volume I, EB 2º Ciclo, considera-se que esta disciplina deve permitir ampliar conhecimentos e competências adquiridos no Estudo do Meio (1º Ciclo) e proporcionar o tratamento de noções a serem retomadas e ampliadas na Área de Ciências Sociais e Humanas (3º Ciclo), nas disciplinas de História e Geografia, individualizadas pela primeira vez, no Ensino Básico.

O conhecimento de Portugal é importante para compreender a realidade em que vivemos, o modo como as características dos territórios condicionam, positiva ou negativamente, as pessoas que aí vivem e trabalham e as organizações que aí se desenvolvem. A capacidade de intervenção no Meio pelas populações vai criar, por um lado, um conjunto de relações complexas entre os diferentes contextos geográficos, e, pelo outro, condições de qualidade ambiental, qualidade de vida, crescimento económico e desenvolvimento humano.

As competências essenciais da Geografia para este Ciclo são definidas relativamente ao conhecimento do território português de modo a desenvolver uma identidade de base territorial, tendo em conta a relação entre o ambiente natural, a sociedade, a cultura e o património, permitindo ao indivíduo consolidar o sentimento de pertença ao país e a capacidade de intervenção cívica.

Para este Ciclo, as competências essenciais da Geografia são definidas relativamente à área – À Descoberta de Portugal e da Península Ibérica - na qual se agrupam os temas com conteúdos geográficos enunciados no programa:

·        A Península Ibérica na Europa e no Mundo

·        O Território Português

 

Competências Essenciais no Final do Ciclo

A Localização

SER CAPAZ DE:

  • Comparar representações diversas da superfície da Terra, utilizando o conceito de escala.
  • Ler globos, mapas e plantas de várias escalas, utilizando a legenda.
  • Localizar Portugal, a Península Ibérica e a Europa no Mundo, completando e construindo mapas.
  • Descrever a localização relativa do lugar onde vive, utilizando como referência a região do país onde se localiza, o país, a Península Ibérica, a Europa e o Mundo.

O Conhecimento dos Lugares e Regiões

SER CAPAZ DE:

  • Utilizar vocabulário geográfico, em descrições escritas e orais de lugares e regiões.
  • Formular questões geográficas simples (Onde se localiza? Como se distribui?) para conhecer e compreender o lugar, a região e o país onde vive.
  • Discutir aspectos geográficos dos lugares/regiões/assuntos em estudo, recorrendo a programas de televisão, filmes vídeo, notícias da imprensa escrita, livros e enciclopédias.
  • Recolher informação sobre as características físicas (relevo, clima e rios), sociais e económicas do território português, utilizando um conjunto de recursos que incluem material audiovisual, CD-Roms, Internet, mapas de várias escalas, gráficos e quadros de dados estatísticos.
  • Apresentar a informação recolhida de forma clara e adequada, utilizando mapas, diagramas, gráficos (lineares e de barras), descrições escritas e orais simples e/ou material audiovisual.
  • Utilizar técnicas de trabalho de campo, utilizando instrumentos de pesquisa adequados (mapas/esboços/entrevistas/inquéritos).

O Dinamismo dos Lugares e Regiões

SER CAPAZ DE:

  • Reconhecer o modo como os diferentes espaços se integram em contextos geográficos sucessivamente mais vastos (aldeia/bairro na vila/cidade; a cidade na região; a região no país) através da recolha de informação variada sobre movimentos de pessoas e bens.
  • Entender como as pessoas podem actuar face às características físicas do território, utilizando estudo de casos reais, apoiados por fotografias, filmes, textos, entrevistas com familiares e/ou elementos da comunidade.
  • Desenvolver o sentido de pertença e responsabilidade do espaço onde vive o aluno, envolvendo-o directamente na melhoria do seu próprio ambiente.

 

Tema: A Península Ibérica na Europa e no Mundo

Contexto de Aprendizagem

Portugal insere-se num espaço individualizado em relação à Europa – A Península Ibérica.

As características físicas de Portugal só se compreendem tendo em conta a sua integração na Península Ibérica – a distribuição das suas montanhas, dos seus planaltos e grandes planícies, os grandes rios ibéricos (Minho, Douro, Tejo e Guadiana).

A individualização de Portugal resulta de um passado histórico e da sua combinação com características físicas próprias, sobretudo climáticas, que lhe advêm da sua posição particular a Sudoeste da Europa, a Ocidente da Península Ibérica, entre o Atlântico e o Mediterrâneo.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Peninsular
  Europeia
  Mundial

Situações de Aprendizagem

Responder a questões geográficas simples sobre a diversidade do espaço natural da Península Ibérica:

    - Como se distribuem as principais formas de relevo?

    - Quais os rios mais importantes?

    - Quais as principais características climáticas?

  • Construir e comparar mapas de várias escalas, utilizando a legenda (cores, símbolos,...) para localizar diferentes espaços do Mundo (Continentes, Oceanos e Mar Mediterrâneo), da Europa, da Península Ibérica e de Portugal.
  • Completar mapas de Portugal e da Península Ibérica, localizando acidentes geográficos - montanhas, planaltos, rios e planícies.
  • Utilizar mapas de relevo de Portugal e da Península Ibérica para localizar os grandes conjuntos de relevo e os principais rios.
  • Identificar áreas com características climáticas contrastadas, utilizando mapas climáticos de Portugal e da Península Ibérica (distribuição da temperatura e precipitação).
  • Utilizar a legenda para identificar itinerários simples e lugares de referência em diferentes mapas.
  • Representar num mapa e dar instruções detalhadas de possíveis trajectos para chegar a casa ou à escola a partir de pontos específicos da comunidade que podem ser usados por pessoas que desejem visitar-nos.
  • Planear uma viagem pessoal utilizando mapa de estradas de Portugal e identificando pontos de interesse no itinerário definido.

·         Fazer trabalhos simples sobre diferentes espaços e lugares de Portugal e da Península Ibérica, utilizando informação retirada de Atlas, fotografias, ortofotomapas, CD-Roms e Internet.

  • Desenhar um mapa mental da Península Ibérica e/ou Portugal e compará-lo com os mapas construídos para reflectir sobre o conhecimento que cada um tem do Mundo que o rodeia.
  • Realizar pequenas visitas de estudo para reconhecer diferentes modos da distribuição dos fenómenos geográficos.
  • Realizar estudos simples que envolvam trabalho de campo, realização de entrevistas e/ou inquéritos e actividades complementares na aula
  • Realizar simulações e jogos identificando problemas relacionados com a organização do espaço geográfico português.

Tema: O Território Português

Contexto de Aprendizagem

A organização do Espaço Português resulta da relação entre a população, o ambiente natural, as actividades e da interacção entre as regiões.
As características do Portugal de hoje são consequência da forma como as populações ocuparam e desenvolveram os diferentes espaços, criando actividades económicas, vias de comunicação e centros populacionais.
O conhecimento de Portugal é importante para a construção de uma identidade de base territorial como resultado da interacção entre Ambiente Geográfico/cultura/património/individualidade regional.

Escala de Análise

   Local
   Regional
   Nacional

Situações de Aprendizagem

  • Identificar questões geográficas sobre a diversidade do espaço português:

   - Como se distribuem as principais formas de relevo? Quais os rios mais importantes? Quais as características climáticas?

   - Como se distribuem a população e as actividades económicas?

   - Quais os factores que influenciam as distribuições da população e das actividades económicas?

   - Que interacções se estabelecem entre a população, as actividades económicas e as condições naturais?

   - Qual o papel das grandes transformações tecnológicas na alteração da distribuição da população e das actividades económicas?

  • Realizar trabalhos de grupo tratando variáveis demográficas e indicadores das actividades económicas ( agricultura, indústria e serviços ) fornecidos pelo professor ou recolhidos em CD-Roms, Internet, livros e enciclopédias.
  • Ler e construir mapas de Portugal utilizando a legenda (cores e símbolos), relativos quer à distribuição da população e suas características quer às actividades económicas.
  • Ler e construir gráficos e mapas, de diversas origens, sobre a organização do território Português (imprensa escrita, televisão,...).
  • Realizar pequenas visitas de estudo, na área onde vive o aluno, utilizando inquéritos/entrevistas para recolha de informação para caracterizar uma área agrícola e/ou unidade industrial e a sua relação com a economia da região e do país.
  • Construir, em grupo, quadros de dados, gráficos, mapas, pequenos textos, material audiovisual para apresentar a informação recolhida.
  • Recolher informação sobre as áreas urbanas de Portugal utilizando atlas, livros e enciclopédias, CD-Roms, Internet, fotografias aéreas, mapas e plantas.
  • Realizar simulações e jogos, identificando problemas geográficos e escolhendo soluções que produzam alterações na organização do espaço português.
  • Realizar pequenos debates e/ou conversas com convidados exteriores à escola para tomar contacto com os assuntos e temas em estudo.
  • Construir um dossier temático a partir da recolha e análise de notícias da imprensa escrita ou da televisão, textos, informação da Internet sobre Portugal.
  • Desenvolver estudos simples que envolvam trabalho de campo, realização de entrevistas e/ou inquéritos e actividades complementares na aula que evidenciem o impacto de uma actividade económica no ambiente natural.
  • Organizar exposições na escola, abertas à comunidade, para apresentar os trabalhos realizados pelos alunos.

 

3º CICLO - GEOGRAFIA


À DESCOBERTA DA EUROPA E DO MUNDO

Os jovens vivem num espaço multi-dimensional e tomam consciência dele a partir de uma grande variedade de contextos. A localização dos factos geográficos é uma competência que se desenvolve desde o nascimento. A interacção que estabelecemos diariamente com o meio ajuda a construir o conhecimento do espaço. À medida que a criança e o jovem se desenvolvem física, emocional e intelectualmente vai também evoluindo a capacidade de compreender o Mundo. Saber o que existe e onde é o quadro de referência que nos permite tomar consciência do mundo à nossa volta.

A mobilidade dos seres humanos à superfície terrestre significa que se estabelece constantemente uma interacção com os lugares por onde passamos. Estes movimentos ajudam a construir o nosso conhecimento do espaço geográfico – conhecer os lugares, as pessoas que aí vivem ou trabalham.

Despertar a curiosidade pelo Mundo e dar oportunidade para explorar novos lugares/espaços à superfície terrestre é promover a associação entre os acontecimentos e os lugares visitados.

A geografia actual requer que os alunos adquiram conhecimentos que os preparem para compreender e analisar problemas complexos relevantes para a vida num Mundo de múltiplas relações.

Uma educação para a vida adulta deve preocupar-se com o futuro. Os conteúdos da Geografia permitem uma abordagem com grande amplitude dos vários cenários possíveis, quer em relação ao próprio Mundo de cada um quer através de várias escalas de análise.

O lugar onde vivemos é o modo universal de nos localizarmos na Terra. Cada um de nós tem um nome, morada que se refere a uma rua, aldeia/vila/cidade, região e país. Além disso, somos cidadãos Europeus e vamos tomando consciência deste facto ao longo da vida. Por fim, e talvez mais importante, somos cidadãos do Mundo.

O ensino da Geografia desempenha um papel fundamental na formação e na informação dos futuros cidadãos acerca da Europa e do Mundo, enquanto sistemas compostos por factos diversos que interagem entre si e se alteram constantemente.

Os alunos do Ensino Básico têm a capacidade de desenvolver competências geográficas de observação, classificação, organização, leitura e interpretação de mapas. Tomam, também, atitudes relativamente a pessoas de outros países e manifestam interesse e curiosidade em aprender sobre as populações das variadas áreas do Mundo. Estas atitudes devem desenvolver-se frequentemente com grande precisão nos conhecimentos relativos às localizações e características dos lugares e das populações que neles vivem e trabalham.

As competências essenciais da Geografia estão definidas de modo a centrar a aprendizagem da disciplina na procura de informação, na observação, na elaboração de hipóteses, na tomada de decisão, no desenvolvimento de atitudes críticas, no trabalho individual e de grupo e na realização de projectos.

O quadro seguinte destina-se a dar aos professores indicações sobre o nível mais adequado para a aprendizagem das diversas técnicas gráficas, cartográficas e estatísticas.

QUADRO I
Quando devem ser ensinados as diversas técnicas?

quadrogeo.jpg (56871 bytes)

Legenda:

 

Provavelmente muito difícil ou sem significado para os alunos deste nível

 

 

Os alunos tanto podem construir/utilizar a técnica como interpretar os resultados, mas não ambas simultaneamente

 

 

Os alunos são capazes de construir/utilizar a técnica e de interpretar correctamente o resultado

Notas:
(1) A sugestão das técnicas gráficas/cartograficas a ensinar em cada nível pressupõe que foram introduzidas a níveis básicos e que os exemplos/estudos de casos porteriores se tornam progressivamente mais complexos, à medida que o aluno progride.

(2) Este quadro pressupõe que todas as operações são executados manualmente e não incluem o uso das TICs (utilizam-se calculadoras). É apenas fazendo que se está apto a compreender o significado do resultado final.

(3) Para algumas destas técnicas o professor deve fornacer mapas de base, escalas para os gráficos, etc., tanto para facilitar a tarefa como para evitar perdas de tempo.

(4) Os mapas de isolinhas a elaborar devem ser muito simples.

Adaptado de: Bailey, P. e Fox, P.(1997). Geography Teacher's Handbook, The Geographical Association, Sheffield, Figura 11, págiba 162

 

Competências Essenciais no final do Ciclo

A Localização

SER CAPAZ DE:

  • Comparar representações diversas da superfície da Terra, utilizando o conceito de escala.
  • Ler e interpretar globos, mapas e plantas de várias escalas, utilizando a legenda, a escala e as coordenadas geográficas.
  • Localizar Portugal e a Europa no Mundo, completando e construindo mapas.
  • Localizar lugares utilizando plantas e mapas de diferentes escalas.
  • Descrever a localização relativa do lugar onde vive, utilizando como referência a região do país onde se localiza, o país, a Europa e o Mundo.

O Conhecimento dos Lugares e Regiões

SER CAPAZ DE:

  • Utilizar o vocabulário geográfico em descrições orais e escritas de lugares, regiões e distribuições de fenómenos geográficos.
  • Formular e responder a questões geográficas ( Onde se localiza ? Como se distribui? Porque se localiza/distribui deste modo? Porque sofre alterações? ), utilizando atlas, fotografias aéreas, bases de dados, CD-Roms e Internet.
  • Discutir aspectos geográficos dos lugares/regiões/assuntos em estudo, recorrendo a programas de televisão, filmes vídeo, notícias da imprensa escrita, livros e enciclopédias.
  • Comparar diferentes padrões de distribuição de fenómenos naturais e humanos, utilizando planisférios e mapas de diferentes escalas.
  • Ordenar e Classificar as características dos fenómenos geográficos, enumerando os que parecem ser mais e menos importantes na sua localização.
  • Selecionar as características dos fenómenos geográficos responsáveis pela alteração das localizações.
  • Realizar pesquisas documentais sobre a distribuição irregular dos fenómenos naturais e humanos a nível nacional, europeu e mundial, utilizando um conjunto de recursos que incluem material audiovisual, CD-Roms, Internet, notícias da imprensa escrita, gráficos e quadros de dados estatísticos.
  • Seleccionar e utilizar técnicas gráficas, tratando a informação geográfica de forma clara e adequada em gráficos (lineares, histogramas, sectogramas, pirâmides etárias), mapas (de manchas, temáticos) e diagramas.
  • Desenvolver a utilização de dados/índices estatísticos, tirando conclusões a partir de exemplos reais que justifiquem as conclusões apresentadas.
  • Problematizar as situações evidenciadas em trabalhos realizados, formulando conclusões e apresentando-as em descrições escritas e/ou orais simples e/ou em material audiovisual.
  • Utilizar técnicas e instrumentos adequados de pesquisa em trabalho de campo (mapas, entrevistas, inquéritos), realizando o registo da informação geográfica.
  • Analisar casos concretos e reflectir sobre soluções possíveis, utilizando recursos, técnicas e conhecimentos geográficos.

O Dinamismo das Inter-relações entre Espaços

SER CAPAZ DE:

  • Interpretar, analisar e problematizar as inter-relações entre fenómenos naturais e humanos evidenciadas em trabalhos realizados, formulando conclusões e apresentando-as em descrições escritas e/ou orais simples e/ou material audiovisual.
  • Analisar casos concretos de impacte dos fenómenos humanos no ambiente natural, reflectindo sobre as soluções possíveis.
  • Reflectir criticamente sobre a qualidade ambiental do lugar/região, sugerindo acções concretas e viáveis que melhorem a qualidade ambiental desses espaços.
  • Analisar casos concretos de gestão do território que mostrem a importância da preservação e conservação do ambiente como forma de assegurar o desenvolvimento sustentável.

 

Tema: A Europa: Dimensões e Fronteiras

  • A Localização de Portugal e da Europa no Mundo
  • Os Países e as principais cidades
  • Os diferentes espaços no Continente Europeu

Contexto de Aprendizagem

A localização de Portugal e da Europa definem-se a partir de diferentes dimensões e representações espaciais.

O Conhecimento do Espaço Português e Europeu implica a utilização de diferentes tipos e fontes de informação.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Europeia
  Mundial

Situações de Aprendizagem

  • Construir e comparar mapas a várias escalas, utilizando a legenda (cores, símbolos,...) para localizar diferentes espaços do Mundo (Continentes, Oceanos,...) e da Europa.
  • Completar mapas de Portugal, da Península Ibérica e da Europa, localizando acidentes geográficos (principais mares, penínsulas, montanhas, planaltos, rios e planícies) e elementos humanos (países, países da UE e suas capitais e principais cidades portuguesas).
  • Identificar itinerários e lugares de referência em diferentes mapas, utilizando a legenda, escala e coordenadas geográficas.
  • Calcular a distância real entre dois lugares, utilizando a escala gráfica de um mapa.
  • Recolher informação sobre diferentes espaços e lugares de Portugal e da Europa a partir de Atlas, fotografias, ortofotomapas, CD-Roms e Internet.
  • Desenhar um mapa mental do Mundo, Europa e/ou Portugal e discutir sobre o conhecimento que cada um tem do Mundo que o rodeia.
  • Desenhar um esboço do percurso a utilizar para chegar a casa ou à escola a partir de lugares/locais específicos da comunidade que possam ser usados por pessoas que desejem visitar-nos.
  • Planear uma viagem utilizando mapas de estradas e identificando pontos de interesse no itinerário definido.

 

Tema: Uma Europa de Contraste Espaciais:
A Organização do Território e a Mobilidade de Pessoas, Bens e informação

  • A População: Distribuição e Mobilidade
  • As Cidades: Centros de Organização do Território
  • As Áreas Urbano–Industriais: Localização e Diversidade
  • As Áreas Rurais: Diversidade e Interdependências

Contexto de Aprendizagem

A Organização do Espaço Europeu resulta da relação entre a população, os recursos e as actividades e da interacção entre as regiões, consideradas a diferentes escalas de análise.

O conhecimento do território Português e Europeu pressupõe a :

  • análise da distribuição geográfica de diferentes tipos de fenómenos;
  • compreensão da existência de assimetrias regionais no continente europeu e em Portugal;
  • compreensão do modo como se desenvolvem os vários fluxos (pessoas, bens, serviços e ideias) entre diferentes regiões e o impacte que têm nas áreas de partida e chegada;
  • compreensão da relação existente entre capacidade de transformação da organização espacial do continente europeu e desenvolvimento tecnológico;
  • compreensão da relação existente entre conflitos no uso do espaço e gestão de recursos, e situações de desigualdade económica.

O conhecimento de Portugal e da Europa é importante para a construção de uma identidade de base territorial de espaços internamente contrastados.

Escala de Análise

   Local
   Regional
   Nacional
   Europeia

Situações de Aprendizagem

  • Identificar questões/temas geográficos sobre a diversidade do espaço europeu e português:

    - Como se distribuem as principais formas de relevo? Quais os rios mais importantes? Quais as características climáticas?

    - Como se distribui a população e as actividades económicas?

    - Quais os factores que influenciam as distribuições da população e das actividades económicas?

    - Que interacções se estabelecem entre a população, as actividades económicas e as condições naturais?

    - Qual o papel das grandes transformações tecnológicas na alteração da distribuição da população e das actividades económicas?

  • Tratar gráfica e cartográficamente variáveis demográficas e indicadores das actividades económicas (agricultura, indústria e serviços) fornecidos pelo professor ou recolhidos em CD-Roms, anuários estatísticos, Internet, livros e enciclopédias.
  • Elaborar pequenos trabalhos utilizando gráficos e mapas publicados na imprensa escrita e/ou televisão sobre a organização do território Europeu e Português.
  • Elaborar e utilizar inquéritos e entrevistas para recolha de informação geográfica.
  • Realizar pequenas visitas de estudo, na área onde vive o aluno, para caracterizar uma área agrícola e/ou unidade industrial e a sua relação com a economia local, nacional e europeia.
  • Construir quadros de dados, gráficos, mapas, pequenos textos, material audiovisual para apresentar a informação recolhida.
  • Utilizar mapas de relevo da Europa para localizar os grandes conjuntos morfológicos e as principais bacias hidrográficas.
  • Utilizar mapas de relevo de Portugal para localizar os grandes conjuntos de relevo e as principais bacias hidrográficas.
  • Utilizar mapas climáticos da Europa e Portugal (distribuição da temperatura, precipitação e tipos de clima) para relacionar estas distribuições com os factores do clima.
  • Construir e interpretar um gráfico termopluviométrico da região onde vive o aluno.
  • Descrever estados de tempo em Portugal e na Europa num determinado momento, utilizando as informações meteorológicas da TV, imprensa escrita e Internet.
  • Recolher informação sobre as áreas urbanas de Portugal e da Europa utilizando Atlas, livros, enciclopédias, CD-Roms, Internet, ortofotomapas, fotografias, mapas e plantas.
  • Construir plantas funcionais da área da escola utilizando informação recolhida em trabalho de campo.
  • Analisar plantas de cidades e/ou plantas funcionais construídas, para relacionar as diferentes formas de ocupação do solo com as características do espaço urbano e as situações de conflito que daí possam emergir.
  • Realizar simulações e jogos para identificar problemas geográficos, escolhendo soluções que produzam alterações na organização do espaço.
  • Realizar debates para identificar os factores geográficos que originam a existência de conflitos na organização do espaço geográfico de Portugal e da Europa e possíveis formas de superação desses conflitos.
  • Construir um dossier temático a partir da recolha e análise de notícias da imprensa escrita ou da televisão, textos, informação da Internet sobre Portugal e a Europa.

 

Tema: População e os Recursos a Nível Mundial, uma Distribuição Irregular

  • A Repartição da População Mundial e a sua Redistribuição
  • O Desigual Crescimento da População: Problemas e Soluções
  • Irregularidades na Produção de Recursos

Contexto de Aprendizagem

A repartição mundial da população e dos recursos é desigual, apresentando grandes contrastes.

A repartição geográfica da população é dinâmica e reflecte a interacção de condições naturais (relevo, clima, vegetação, recursos) e humanas (políticas, sociais, económicas).

Os comportamentos demográficos actuais revelam, a nível mundial, diferentes ritmos de crescimento da população e são directamente influenciados pela natalidade, fecundidade, mortalidade, esperança de vida e migrações.

O comportamento das várias componentes demográficas responsáveis pelo crescimento da população reflecte contextos sociais, económicos e culturais distintos.

O ambiente natural oferece recursos que são utilizados pelas diferentes actividades económicas, devendo ser geridos de forma equilibrada.

A urbanização é um fenómeno global. No interior das áreas urbanas existem fortes desigualdades sociais e económicas. Os níveis de acesso aos serviços das áreas urbanas variam consoante os diferentes grupos da população.

A actividade industrial tem características muito diversas, a sua distribuição é muito variável e a sua localização é influenciada por vários factores. A sua existência influencia positivamente o nível de vida e a economia das áreas onde se insere mas, por outro lado, pode ser responsável por problemas ambientais.

A agricultura tem sistemas de produção muito diversos, condicionados por diferentes factores naturais, técnicos e sociais. As transformações na agricultura podem acarretar benefícios e prejuízos às populações e ao ambiente.

A interdependência entre os ritmos de crescimento da população e das actividades económicas e os níveis de desenvolvimento pode ter um significado positivo ou negativo, face à necessidade de superar os principais desafios ambientais, económicos e sociais que se colocam a diferentes regiões do globo.

Interdependência também significa partilha de responsabilidade e cooperação por parte da comunidade mundial face à necessidade de combater os grandes desequilíbrios na distribuição da população, dos recursos e das actividades económicas.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Mundial

Situações de Aprendizagem

  • Identificar questões/temas geográficos sobre a diversidade do espaço mundial:

    - Como se distribuem as principais formas de relevo? Quais os rios mais importantes? Quais as características climáticas?

    - Como se distribuiem a população e as actividades económicas?

    - Quais os factores que influenciam as distribuições da população e das actividades económicas?

    - Que interacções se estabelecem entre a população, as actividades económicas e as condições naturais?

    - Qual o impacte das migrações nas áreas de partida e de chegada? O que ganham? O que perdem?

    - Qual o papel das grandes transformações tecnológicas na alteração da distribuição da população e das actividades económicas?

  • Realizar pequenos estudos para localizar e recolher informação sobre diferentes espaços e lugares no Mundo em notícias da imprensa oral e/ou escrita utilizando Atlas, mapas, CD-Roms, ortofotomapas, fotografias, bases de dados estatísticos, Internet.
  • Realizar actividades de construção e/ou leitura, interpretação e comparação de planisférios e mapas de diferentes escalas, utilizando a legenda, a escala e as coordenadas geográficas para reconhecer a existência de diferentes padrões de distribuição de fenómenos geográficos, considerando a seguinte informação:
  • Localização dos grandes conjuntos de relevo, as principais bacias hidrográficas, os principais desertos e as principais florestas no Mundo.
    Montanhas: Andes, M.Rochosas, Himalaias, Alpes e Atlas. Planícies: Mississipi-Missouri, Euro-Asiática, Amazónia, Indogangética. Desertos: Sara, Namíbia, Gr. Deserto Australiano, Atacama ,Gobi. Rios: Mississipi-Missouri, Amazonas, Nilo, Zaire ou Congo, Indo, Ganges, Reno, Volga, Danúbio, Hwang Ho (Rio Amarelo);

·         Distribuição das temperaturas médias de Janeiro e Julho, da precipitação e dos climas no Mundo relacionando estas distribuições com os factores do clima.
Conjuntos Climáticos: Climas frios; Climas Temperados (Mediterrâneo, Marítimo, Continental); Climas Quentes (Equatorial, Tropical Húmido e Seco, Desértico Quente);

  • Distribuição mundial de variáveis demográficas evidenciando diferentes comportamentos demográficos na actualidade.
    População absoluta e relativa, crescimento natural, crescimento efectivo, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de mortalidade infantil, índice sintético de fecundidade, taxa de mortalidade materna;
  • Distribuição da população mundial, salientando a existência de grandes vazios humanos e concentrações demográficas;
  • Distribuição das principais áreas urbanas e metrópoles mundiais, salientando a sua importância como focos de fixação de população;
  • Plantas de cidades e/ou plantas funcionais construídas, identificando e relacionando as diferentes formas de ocupação do solo com as características do espaço urbano e as situações de conflito que daí possam emergir;
  • Grandes fluxos migratórios mundiais, evidenciando as áreas de partida e de chegada de população;
  • Distribuição das principais áreas de agricultura tradicional e moderna, evidenciando as principais produções agrícolas;
  • Distribuição das principais áreas de pesca tradicional e moderna mundiais, referindo as principais espécies capturadas;
  • Distribuição das principais áreas produtoras e consumidoras de matérias-primas e recursos energéticos mundiais;
  • Distribuição das principais áreas produtoras de bens de equipamento e de bens de consumo a nível mundial.
  • Estudar problemas concretos do Mundo (seleccionados pelo professor / referidos na imprensa diária / apresentados em vídeos ou programas de televisão / do interesse dos alunos), utilizando as TIC para aceder a fontes de informação adicionais e reflectir sobre soluções possíveis.
  • Desenvolver estudos simples que envolvam trabalho de campo, realização de entrevistas e/ou inquéritos e actividades complementares na aula, evidenciando impactes ambientais da actividade humana no lugar onde vive o aluno e relacionando-os com outros que ocorrem noutras regiões do Mundo.
  • Analisar a informação geográfica sobre diferentes regiões do Mundo, distinguindo áreas de diferentes graus de desenvolvimento tecnológico, económico e humano.
  • Analisar textos escritos, dados estatísticos, fotografias e vídeos e expressar opiniões fundamentadas sobre as técnicas de produção utilizadas por populações de diferentes níveis económicos e a sua adequação à economia do país.
  • Realizar trabalhos de grupo sobre a distribuição irregular da população e recursos a nível mundial, em que utilizem diferentes etapas de investigação geográfica:
  • pesquisa documental (ex. mapas/atlas/enciclopédias/livros,/notícias da imprensa escrita/vídeos/fotografias/ortofotomapas/CD-Roms/Internet/bases de dados/quadros estatísticos);
  • tratamento da informação (ex. construção de gráficos, mapas e diagramas);
  • interpretação e análise do material recolhido e construído evidenciando a inter-relação entre os fenómenos geográficos;
  • apresentação das conclusões produzindo informação oral e escrita que utilize vocabulário geográfico.
  • pesquisa documental (ex. mapas/atlas/enciclopédias/livros,/notícias da imprensa escrita/vídeos/fotografias/ortofotomapas/CD-Roms/Internet/bases de dados/quadros estatísticos);
  • tratamento da informação (ex. construção de gráficos, mapas e diagramas);
  • interpretação e análise do material recolhido e construído evidenciando a inter-relação entre os fenómenos geográficos;
  • apresentação das conclusões produzindo informação oral e escrita que utilize vocabulário geográfico.
  • Realizar simulações e jogos identificando problemas geográficos e escolhendo soluções que produzam alterações na organização do espaço.
  • Realizar debates para analisar e reflectir sobre conflitos na organização do espaço geográfico de regiões mundiais e sobre as possíveis formas de superação.
  • Construir dossiers temáticos a partir da recolha e análise de notícias da imprensa escrita ou da televisão, textos, informação da Internet, enciclopédias, livros, CD-Roms, comentários escritos realizados pelos alunos sobre regiões ou temáticas relacionadas com problemas na distribuição da população e dos recursos a nível mundial.

 

Tema: A Interdependência Mundial

  • Os Transportes e as Comunicações, Suportes da Mobilidade Internacional
  • O Comércio Internacional de Bens
  • O Fluxo de Capitais e de Informação

Contexto de Aprendizagem

Os contrastes na distribuição das redes de transportes e comunicações reflectem e condicionam diversos padrões de organização do espaço mundial.

Os contrastes na mobilidade de pessoas, bens, informação e capitais reflectem e condicionam diversos padrões de organização do espaço mundial.

O comércio internacional favorece de forma muito desigual os diferentes países do Mundo.

O comércio internacional está relacionado com os níveis de desenvolvimento dos países e reflecte desigualdades na distribuição mundial de recursos naturais e humanos.

O acesso à informação e a sua utilização são essenciais para que exista uma interdependência mais equilibrada entre os diferentes espaços mundiais e para que se verifique o reforço da cooperação internacional.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Mundial

Situações de Aprendizagem

  • Identificar questões/temas geográficos sobre diferentes padrões de distribuição das redes de transporte e comunicações, e de troca de bens e serviços:

    - Como e porquê a distribuição das redes de transporte e comunicação se relaciona com a interacção entre os diferentes espaços mundiais?

    - Qual a relação entre as áreas produtoras e consumidoras e os padrões de comércio internacional?

    - De que modo os padrões de comércio internacional reflectem a interdependência dos países?

    - Como é que o comércio internacional evidencia as vantagens de uns países (ex. EUA, Japão) e as desvantagens de outros (ex .Brasil, Costa do Marfim)?

    - Qual a relação entre os produtos a transportar e os tipos de transporte a utilizar?

    - Como é que os diferentes graus de desenvolvimento das redes de transporte reflectem situações de desigualdade económica e social no uso do espaço e na gestão dos recursos?

    - Como é que o desenvolvimento das redes de transporte e comunicação pode contribuir para o reforço da cooperação internacional?

  • Realizar actividades de leitura, interpretação e comparação de planisférios e mapas de diferentes escalas utilizando a legenda, a escala e as coordenadas geográficas para reconhecer a existência de diferentes padrões de distribuição das redes de transportes e comunicações e de trocas de bens e serviços
  • Analisar homogeneidades e heterogeneidades na distribuição dos recursos e das redes de transporte e comunicações a nível mundial e tirar conclusões, lendo e construindo gráficos que relacionem dados e índices estatísticos.
  • Interpretar redes topológicas simples construídas a partir de redes de transporte existentes, para determinar a acessibilidade dos diferentes lugares, problematizando alterações a introduzir à rede de modo a superar a fraca acessibilidade de lugares ou regiões.
  • Desenvolver estudos simples que envolvam trabalho de campo, realização de entrevistas e/ou inquéritos e actividades complementares na aula evidenciando o papel dos transportes e das comunicações na organização do espaço geográfico do lugar onde vive o aluno, dos impactes ambientais produzidos, relacionando com outros que ocorrem noutras regiões do Mundo.
  • Pesquisar o papel das sociedades industrializadas no controlo dos circuitos económicos, a partir da análise de textos escritos, dados estatísticos, fotografias e vídeos, CD-Roms, Internet, enciclopédias, notícias da imprensa escrita e programas de televisão.
  • Realizar debates para analisar e reflectir sobre os conflitos na organização do espaço geográfico e sobre as possíveis formas de superação.

 

Tema: As Desigualdades nos Níveis de Desenvolvimento Mundial

  • Os Contrastes no Crescimento e na Relação População-Recursos
  • O Bem-Estar como medida de Qualidade de Vida

Contexto de Aprendizagem

A relação população/recursos reflecte graves desigualdades a nível mundial.

Países pobres e países ricos: os contrastes na distribuição geográfica da riqueza estão relacionados com diferentes condições económicas, sociais e políticas.

O crescimento económico é importante para atingir níveis de desenvolvimento capazes de satisfazer as condições essenciais de bem-estar e qualidade de vida das populações.

Os países com diferentes níveis de desenvolvimento têm bases económicas e sociais contrastadas.

A qualidade de vida é um conceito relativo que varia consoante o grupo social e a região do mundo.

O bem-estar económico e social reflecte diferentes níveis de qualidade de vida e é medido através de indicadores muito variados: cada um destes indicadores tem as suas limitações e só consegue dar uma visão muito parcial do bem-estar económico e social.

Os contrastes de desenvolvimento resultam da interacção de condições económicas, sociais e políticas e ambientais.

A interdependência entre espaços com diferentes níveis de bem-estar económico e social implica partilha de responsabilidades e influencia as condições de desenvolvimento dos vários espaços envolvidos.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Internacional
  Mundial

Contexto de Aprendizagem

  • Identificar questões/temas geográficos sobre as desigualdades nos níveis de desenvolvimento mundial.

    - Podemos medir os níveis de desenvolvimento humano? Como? Que limitações existem?

    - Como varia o índice de desenvolvimento humano, a nível mundial?

    - Que contrastes podemos identificar quanto à distribuição do IDH, a nível mundial?

    - Que relação existe entre o desenvolvimento e as condições sociais, económicas, políticas e ambientais das diferentes regiões do mundo?

    - Qual o impacte que os padrões do comércio internacional têm no desenvolvimento económico e no ambiente?

    - Como podemos agrupar as regiões mundiais quanto ao nível de desenvolvimento?

  • Realizar trabalhos de grupo sobre as desigualdades nos níveis de desenvolvimento mundial, em que utilizem diferentes etapas da investigação (pesquisa, tratamento, interpretação e análise da informação, apresentação das conclusões).
  • Localizar e recolher informação sobre espaços e lugares no Mundo com diferentes condições económicas, sociais, políticas e ambientais, que apareçam em notícias da imprensa oral e/ou escrita utilizando, Atlas, mapas, CD-Roms, bases de dados estatísticos, publicações de organismos internacionais, Internet.
  • Construir ou completar quadros, gráficos, mapas e diagramas para apresentar a informação recolhida.
  • Analisar a informação evidenciando características que permitam distinguir crescimento económico de desenvolvimento (PIB/hab, PNB/hab, IDH) e países industrializados de países não industrializados.
  • Realizar actividades para relacionar situações de desigualdade demográfica, económica e social com conflitos no uso do espaço e na gestão dos recursos.
  • Realizar trabalhos em que se leiam e/ou construam gráficos que relacionem dados e índices estatísticos que permitam analisar homogeneidades e heterogeneidades na distribuição irregular dos níveis de desenvolvimento.
  • Analisar textos escritos, dados estatísticos, fotografias e vídeos para expressar opiniões fundamentadas sobre as vantagens e desvantagens da cooperação e dos diferentes tipos de ajuda internacionais.
  • Realizar pequenos estudos sobre problemas concretos do Mundo, seleccionados pelo professor/ referidos na imprensa diária/ apresentados em vídeos ou programas de televisão/ do interesse dos alunos, e reflectir sobre soluções possíveis.
  • Realizar simulações e jogos, identificando problemas (ex. fome e subnutrição, analfabetismo, estatuto da mulher na sociedade, assistência médica) quanto às desigualdades nos níveis de desenvolvimento mundial, evidenciando factores favoráveis e desfavoráveis ao crescimento económico e ao desenvolvimento das regiões mais pobres.
  • Realizar debates para analisar e reflectir sobre situações de desigualdade face ao desenvolvimento de regiões mundiais e sobre as possíveis formas de superação.

 

Tema: A Terra, um Planeta Frágil

  • O Impacto Ambiental da Actividade Humana
  • A Atmosfera em Perigo
  • A Biosfera, Fonte de Bem-Estar e de Riqueza
  • A Protecção e Gestão das Águas
  • A Complexa Gestão de um Património Comum

Contexto de Aprendizagem

A gestão dos recursos e a preservação do património natural são fundamentais para a conciliação entre o crescimento económico e a melhoria da qualidade de vida das populações, de modo a garantir o desenvolvimento sustentável.

A actividade económica pode gerar conflitos no uso do espaço e na gestão de recursos ao afectar gravemente o ambiente natural:

    - Chuvas ácidas;
    - Aquecimento Global;
    - Desertificação;
    - Desflorestação;
    - Escassez de água potável;
    - Esgotamento das fontes de energia;
    - Extinção de espécies;
    - Degradação das áreas litorais.

O desenvolvimento sustentável pressupõe um conjunto de atitudes de sociabilidade e cooperação internacional de modo a desenvolver um esforço comum na preservação e gestão do ambiente, pressupondo uma responsabilização individual e colectiva, indissociável de uma progressiva mudança de mentalidades.

Escala de Análise

  Local
  Regional
  Nacional
  Mundial

Situações de Aprendizagem

  • Identificar questões/temas geográficos sobre o impacte da actividade humana, nas diferentes regiões do mundo:

   - Qual a relação do impacte da actividade humana no ambiente com a dimensão demográfica, factores económicos e actividade industrial?

   - Como é que as condições meteorológicas e o clima afectam as actividades humanas? Como é que as actividades humanas podem afectar o tempo e o clima?

   - Como é que o Homem interfere no sistema Terra-Água?

   - Como é que o excesso/escassez de chuva origina situações de cheia/desertificação progressiva? Quais os efeitos na actividade humana? Como podem ser prevenidas tais situações?

   - Qual a importância da gestão das bacias hidrográficas na prevenção de cheias e abastecimento de água potável?

   - Que conflitos resultam da gestão dos recursos hídricos?

   - Como é que a gestão e ordenamento das áreas litorais pode conciliar as actividades humanas e a preservação do património ambiental?

   - Quais os impactes ambientais do crescimento e da transformação das áreas urbanas?

   - Quais os efeitos da actividade económica na biodiversidade?

   - Que conflitos emergem das agressões ambientais provocadas pela actividade económica das populações?

   - Como podem ser geridos os processos ambientais de modo a minimizar os efeitos negativos e maximizar os efeitos positivos das actividades humanas?

   - Como conciliar o crescimento económico e o desenvolvimento com o equilíbrio ambiental?

  • Realizar trabalhos de grupo sobre o impacte ambiental das actividades humanas, em que utilizem diferentes etapas da investigação (pesquisa, tratamento, interpretação e análise da informação, apresentação de conclusões).
  • Recolher informação sobre espaços e lugares no Mundo com diferentes condições económicas, sociais, políticas e ambientais que apareçam em notícias da imprensa oral e/ou escrita, utilizando Atlas, mapas, CD-Roms, bases de dados estatísticos, publicações de organismos internacionais, Internet.
  • Realizar actividades para relacionar situações de desigualdade demográfica, económica e social com conflitos no uso do espaço e na gestão dos recursos.
  • Analisar a informação, salientando a importância dos diferentes níveis de desenvolvimento como condicionantes da natureza e extensão das agressões ambientais e da capacidade de disponibilizar recursos financeiros/tecnológicos capazes de minimizar ou de corrigir os prejuízos delas decorrentes.
  • Analisar textos escritos, dados estatísticos, fotografias e vídeos para expressar opiniões fundamentadas sobre:

    - as vantagens da cooperação internacional na responsabilização dos diferentes governos na gestão e preservação do ambiente;

    - a tomada e aceitação de decisões que impliquem o respeito recíproco e a salvaguarda do património ambiental.

  • Estudar problemas concretos do Mundo, seleccionados pelo professor, referidos na imprensa diária, apresentados em vídeos ou programas de televisão do interesse dos alunos e reflectir sobre soluções possíveis.
  • Realizar simulações e jogos, identificando problemas quanto ao impacte ambiental da actividade humana, evidenciando a crescente necessidade de desenvolver esforços comuns na preservação e gestão do ambiente.
  • Desenvolver estudos simples que envolvam trabalho de campo, realização de entrevistas e/ou inquéritos e actividades complementares na aula, que evidenciem o impacte de uma actividade económica (ex. turismo, práticas agrícolas e pecuárias, pedreiras, actividade industrial, urbanização,...) no ambiente natural e os conflitos que daí possam surgir na gestão do território.
  • Realizar pequenas visitas de estudo para seleccionar e investigar problemas ambientais concretos.
  • Organizar debates/entrevistas sobre os problemas ambientais detectados com entidades públicas, população afectada ou especialistas para reflectir criticamente sobre as atitudes a tomar para os ultrapassar.
  • Organizar uma exposição na escola, aberta à comunidade, para apresentar os trabalhos realizados pelos alunos evidenciando a relação entre os problemas ambientais e os factores sociais, económicos e políticos.
  • Realizar debates para analisar e reflectir sobre soluções técnico-científicas que contribuam para reduzir o impacte da actividade económica (ex. utilização de produtos biodegradáveis, reciclagem/reutilização, rearborização, protecção dos leitos de cheia,...)